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16 de abril de 2015

Redescobrimento.

Depois de tanto tempo, tanto choro e sofrimento, meu sonho antigo perdeu seu posto de 1 lugar. Amo quem eu serei, amo com todo o coraçao e para todo sempre o caminho que escolhi para mim. Minha vida, entretanto, apesar das conquistas e perdas, continua andando, se perdendo na linha do tempo. Minhas vontades, juventude e loucura foram deixadas para trás para que eu conseguisse seguir o meu sonho. Nesse ano que começou, então, essas vontades e sonhos menores, antes sufocados, pedem para serem livres. Meu grande sonho, desse modo, perdeu seu posto de 1 lugar para esses sonhos aprisionados. Não tenho medo do final, tenho medo do "durante". Tenho medo de que, enquanto tive tempo e juventude, não aproveitei o real significado dessas palavras. Tenho vivido e procurado viver além dos meus estudos, além da minha vida de transição. Quero voar, conhecer novos horizontes, ser mais independente, trabalhar, ver o glamour que é ter 21 anos. Quero ser tudo o que eu posso ser e muito mais. Quero mudar e poder ser eu uma vez mais. Quero ser as mil facetas de uma Katherine de 21 anos.

5 de janeiro de 2015

Eu tento me manter forte quanto às digressões da vida. Tento usar e abusar da minha rebeldia subentendida. Eu tento, eu tento, eu tento. Mas, e se eu não for forte o suficiente? E se eu não for tudo aquilo que eu acho que eu sou? E se eu estou esquecendo de ser humilde e sincera comigo mesma? Tenho medo do dia em que eu não me sinta mais capaz, do dia em que eu duvide completamente de mim mesma e me deixe ao puro e simples acaso da vida. Mas, e se não for justamente isso? E se quando eu finalmente desistir, quando eu finalmente esquecer e mudar de percurso,... E se quando isso ocorrer, eu finalmente realize meu sonho? E se, ao invés de esperar pela liberdade, eu simplesmente me liberte?   K. H
Quanto mais ventos contrários batem em meu rosto, mais eu sinto minha alma viva. Quanto mais tentam descobrir meu ponto fraco, mais minha essência luta para se manter forte. Quanto mais escuridão brota em minha mente, mais luz nasce em meu peito. Quanto mais emoção e comoção são sopradas em meu rosto, mais minha alma se acalma e ascende. Enquanto eu acreditar que as pessoas, as situações e o mundo não determinam o meu real destino, enquanto eu acreditar que há algo maior que tudo isso, que todos nós, eu nunca desistirei. Da vida, dos sonhos, do amor, de mim. Dói ouvir palavras descrentes e ver olhares piedosos. Dói simplesmente por doer, porque importa quando acreditam em nós. Porque o ser humano é um conjunto de idéias e pensamentos que um dia, de alguma maneira, se materializou e deu o primeiro passo. O ser humano é humano, então importa. Importa os olhares, as palavras, os gestos. Tudo importa quando se está vivendo, sentindo, amando. É mentira dizer que, apesar dos ventos contrários, nós nos mantemos imaculados e livres de feridas. Bate, sim. Dói, sim. Rebate, sim.
Irritação. De mim mesma, dos outros, das situações. O mundo ao redor e a vida em um eterno estado de transição. Eu só quero parar, sentir, me libertar de tudo que me aprisiona. Quero viver a vida pela qual eu fui predestinada. Quero pode viver aquilo que eu amo, não me importando com as vozes e os olhares dos outros, sem nunca depender de alguém além de mim mesma. Quero poder dizer tudo o que eu sou e tudo o que eu serei um dia, em alto e bom tom. Quero ser eu, uma vez mais e, se possível, para sempre. K.H

4 de janeiro de 2015

Descrença.

É incrível como as pessoas perdem a fé em tão pouco tempo. Claro, vai fazer 4 anos de expectativas que são frustadas uma a uma, mas o que são 4 anos comparado ao resto da vida? As pessoas se perguntam porque a fé é tão poderosa, porque ela move mundos e faz milagres. A fé é forte pelo simples fato de ser uma ideia: frágil e inconstante. Uma ideia ou um pensamento é a arma mais poderosa que existe na terra, é a fonte do ser vivo coligada à essência divina. Por isso, eu repito: é incrível como é fácil ver a fé se esvaindo junto com a credibilidade que antes era sua melhor amiga. As pessoas deixam de acreditar, perdem a fé, mudam de opinião e distribuem conselhos evasivos e fatídicos. "Quando não se consegue algo, é simples; é só mudar o destino, escolher outra vida, outras aventuras." Não há um limite para se tentar vencer naquilo que se quer tanto. O limite somente você mesmo sabe e pode divulgar aos errantes das "escolhas fáceis". Tudo que é fácil demais, vai embora fácil. Não é errado esperar quando se quer realizar um sonho. O fato de não ter conseguido ainda realizá-lo não significa que você nunca irá conseguir e nem que, de algum modo, no fundo do "seu inconsciente" existe aquela chama cega de não querer aquele sonho realmente. Você quer vencer. Sempre. Nós nascemos lutando, porque pararíamos de lutar agora? Escolhas fáceis nunca serão a saída e o meu maior medo na vida é ceder aos caprichos de outrem e padecer do eterno incômodo da insatisfação e do "e se".               Katherine H.

8 de novembro de 2014

Uma consciência dentro da própria inconsciência.

Lutar. Verbo que se refere a uma ação. Agarrar-se, correr atrás, batalhar. Lutar em si não é verdadeiramente algo desafiador, não remete a grandes obstáculos nem necessita de almas corajosas. Lutar é uma atitude, é viver por aquilo que se ama. Entretanto, lutar contra si próprio, contra os demônios criados pelo seu inconsciente, é entrar em um abismo e navegar em águas difusas e sinuosas. Os demônios, as bestas agourentas sempre estão ali, prontas para fazerem o seu barco naufragar e deixar o marujo à deriva. Lutar contra si necessita de uma enorme força de vontade unida a uma imensa coragem de olhar para os lugares mais obscuros do nosso inconsciente. Nunca se está preparado para o que se esconde em nossa mente, o que ela guarda silenciosamente de nós e do mundo. Quando olhamos para o abismo, ele olha de volta para nós com a certeza de reconhecer o hospedeiro e de saber que nós não o queremos conosco. Lutar contra ele requer consciência dentro da própria inconsciência. Requer saber até onde iremos para vencermos a nós mesmos. Não é como se estivéssemos "superando" nossos pais, mas como se estivéssemos "superando" a nós mesmos para que possamos ser o mais transparente possível quanto aos nossos reais sentimentos. A inconsciência, o medo, os demônios não devem interferir em nossos sonhos ou escolhas. Não devem interferir de maneira alguma no nosso jeito de levar e ver a vida. A vida é para aqueles que não temem a si próprios, que sabem reconhecer seus erros e acertos e sabem, além de tudo, desafiar os temores inconsciente de nossas mentes turbulentas e confusas. A vida é para aqueles que, acima de tudo, se amam sem deixar de lado a razão de sermos chamados de humanos.     Katherine H.

Em negócios do Destino nem o Coração se intromete.

Sabe quando tudo parece estar dando certo? Ou melhor, quando "nós" sentimos que vai dar certo? Tempos em que a incerteza tende a ser positiva mesmo quando tudo parece desabar aos seus pés. É melhor assim, crer sem ver e agir sem esperar. Quem vê para crer, se atrasa. Quem espera para agir, perde o bonde. Tudo passa. O que fica somos nós, somente nós. E é por nós que devemos lutar mesmo quando as coisas vão mal, quando a esperança se perdeu e o entusiasmo se tornou idoso.         Katherine H.

22 de julho de 2014

A gente demora,

demora pra amadurecer, pra viver e pra realizar nossos sonhos. Demorei anos para mudar minha percepção, meu ponto de vista extremamente racional e prático. Ainda sou assim, mas adquiri novos conceitos, novas superstições que, no fundo, nada mais são do aquele meu "eu" adormecido que o lado injusto da vida tentou me tirar. As nossas fraquezas, nossos temores e problemas tentam a todo custo nos mudar, alterar nosso destino de forma quase inevitável. Quase. É necessário que a gente se segure para não fraquejar perante aos obstáculos da vida. Sempre foi mais fácil ceder ao pessimismo e a desistência. Sempre será mais difícil persistir serene e perseverante. A vida é assim, e, infelizmente, ela só gosta e ajuda quem corresponde à ela o mesmo sentimento. A sorte só bate na porta de quem está preparado. Eu estou mas e tu?   Katherine H.

3 de dezembro de 2013

A vida segue e a gente segue junto. Com a ajuda de antidepressivos ou não, com o corpo se arrastando ou não, com a fadiga mental ou não, acreditando em dias melhores ou não.  De um jeito ou de outro, nós chegamos lá. Katherine H

24 de julho de 2013

Freed of all the opposite chains.

 
 
Forgive them that tear down my soul
And bless them that they might grow old
And free them so that they may know
That it's never too late
 
Madagascar